quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Pico das Agulhas Negras é bom destino para sua aventura

A 2.791 metros, o quinto pico mais alto do Brasil fica na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, um bom destino para uma viagem de moto trail, como a Yamaha Lander 250 ABS
Um destino interessante e de fácil acesso, para quem mora em São Paulo ou Rio de Janeiro, é o Parque Nacional do Itatiaia. Fundado em 1937 é o parque mais antigo do Brasil e se estende pelos municípios de Itatiaia (RJ), Bocaina de Minas e Itamonte, ambas em Minas Gerais. A região montanhosa é um verdadeiro paraíso para quem curte escaladas, trilhas, observar pássaros, enfim, atividades ao ar livre.
Algumas regiões do parque podem ser alcançadas por estradas asfaltadas, porém o mais legal para quem curte montanhismo é a sua parte alta. Para chegar lá é necessário encarar os 17 km da BR-485. Apesar de ser uma estrada federal ela não é asfaltada e exige muito das motos e veículos que trafegam por ela. Mas vale a pena, principalmente se você estiver com uma moto versátil como a nova geração da Yamaha Lander 250 ABS.
A maioria dos veículos que sobem a montanha leva turistas ao Pico das Agulhas Negras, com altitude de 2.791 metros acima do nível do mar – praticamente a mesma altitude de Machu Pichu, no Peru, a 2.430 m. No inverno as temperaturas despencam e chegam perto dos dez graus negativos. Dependendo das condições atmosféricas chega a nevar na região, como aconteceu em 1985 quando foi registrada a maior nevasca. Se você não conseguir curtir a neve, no mínimo, verá placas de gelo na estrada.
Distante 280 km de São Paulo e cerca de 220 km do Rio de Janeiro, o Pico das Agulhas Negras pode ser alcançado a partir do “KM 0” da BR-385 – que parte da Dutra, altura do km 34, em direção a cidade de Caxambú (MG). O local oferece muitas atrações que vão de simples caminhadas pelas trilhas – que podem durar alguns minutos ou dias. Para as trilhas mais longas, conhecidas como travessias, que podem chegar a dois dias numa caminhada até Visconde de Mauá, é importante estar acompanhado de um guia credenciado.

Subir a montanha

Porém quem está com pouco tempo e busca apenas um motivo para viajar com sua moto ou encarar um fora de estrada leve, os 17 km da BR-485 justificam o passeio. A estrada vai margeando a montanha e tem uma inclinação bem forte em algumas partes. Quem viajar durante o inverno tem que se proteger muito bem – principalmente as mãos e pés que sofrem bastante. Mas o visual acima das nuvens compensa o frio.
No trajeto quem desligar a moto e estiver de ouvidos atentos poderá curtir o canto dos raros Saíra da Terra ou Saí Andorinha, aves típicas da região que abriga mais de 350 espécies de pássaros. A flora também é rica com mais de 400 espécies já catalogadas. Além de pássaros e flores, muitos animais são comumente vistos, como o Macaco Prego ou o Quati, por exemplo.
Ao chegar no Posto do Marcão é necessário pagar R$ 17 e em algumas épocas do ano é possível estacionar a moto no Abrigo Rebouças – distante 3 km da portaria. A partir daí é preciso caminhar para conhecer a Cachoeira das Flores ou forçar as pernas até chegar ao Maciço das Prateleiras.
Aqui vale um alerta, apesar da formação das Prateleiras estar mais baixas que o Pico das Agulhas Negras, também é uma escalada que oferece risco. Quem alerta é o guia Rafael Fernandez (@fernandezagulhas) “existe muito mais exposição no que chamamos de Zona Vermelha, onde é necessário o uso de equipamento de segurança e tem alta periculosidade, pois se acontecer algo por lá, a retirada da pessoa é extremamente difícil”, ressalta o guia de 36 anos e duas décadas de experiência no parque.
Independentemente do que você quer fazer em Agulhas Negras, seja um passeio nas trilhas ou a escalada da montanha, chegar lá já pode ser considerado uma pequena aventura. Antes de ir embora, passe nas lojinhas da Garganta do Registro e leve para casa filé de truta defumado e pinhões, assim você poderá matar a saudade de um lugar tão legal, pitoresco e pouco conhecido.

BOX – Impressões de pilotagem

Yamaha Lander ABS
Uma moto on-off como a nova Yamaha Lander ABS (com preço sugerido de R$ 16.990 sem frete) é a companheira ideal para uma viagem como essa. Ela atingiu a velocidade máxima de 140 km/h durante o trajeto, porém o ritmo de viagem mais indicada fica entre os 100 e 110 km/h. Nessa condição o motor de um cilindro 20,1 cv de potência está girando na faixa dos 7.000 rpm.
Rodar nessa velocidade também traz economia de combustível. O consumo médio (rodando abastecido com gasolina) foi de 28 km/litro. Durante o trajeto a reserva abriu após percorrer 266 km e, como o tanque tem capacidade para 13,6 litros, poderia chegar aos 380 km. Por outro lado, ao acelerar forte a reserva abriu com exatos 200 km percorridos, mostrando que o consumo aumentou para 21 km/litro. Ou seja, não vale a pena acelerar demais.
Além do ganho em autonomia, outro fator positivo da nova Lander, em relação à versão anterior, é o conforto. O banco permite percorrer trajetos de até 250 km sem cansaço ou incomodo – algo que não acontecia no modelo anterior que castigava “as partes baixas do piloto” após 150 km percorridos.

No fora de estrada

Estava curioso para saber como seria o comportamento da Lander ABS na estrada de terra. Confesso que me surpreendi com sua maneabilidade em meio às pedras, valetas e lama. Bastava ficar em pé nas pedaleiras para desviar ou superar os obstáculos. As rodas raiadas, aro 21 na frente e 18 atrás, calçadas com pneus Metzeler Tourance se mostraram adequados à proposta do modelo. O freio ABS, só na dianteira, transmitiu confiança enquanto o freio traseiro serviu como “leme” para direcionar a Lander nas frenagens mais agressivas, principalmente no off-road.
Claro que não usei a moto no limite, afinal estava sozinho e não queria arriscar um tombo sob o risco de danificar suas laterais, tanque ou quebrar os comandos o que acabaria com a “brincadeira”. Outro fator positivo é a distância livre do solo, de 27 cm, que permite rodar pelas estradas sem medo de danificar o motor – embora as pedras soltas possam furar os dutos de passagem do óleo. Se a moto fosse minha investiria num protetor de cárter e dos dutos de óleo.

Onde se hospedar
É possível acampar no Parque (R$ 19 a diária) ou mesmo se hospedar no Abrigo Rebouças (R$ 32 a diária) que, como o nome diz, é apenas um abrigo para montanhistas. Não há banho quente ou roupas de cama. Para reservas e autorização para acampar é preciso entrar no site http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/




Hotel São Gotardo – No KM 0 da BR-354 é um hotel sofisticado e agradável com um vista maravilhosa das montanhas. As diárias para duas pessoas com meia pensão (almoço e jantar) custam a partir de R$ 450 e podem chegar a R$ 750 na suíte máster. www.hotelsaogotardo.com.br


Yellow House Hostel – Fica a 11 km da Garganta do Registro e a 8 km de Itamonte (MG). É um ambiente acolhedor e agradável sempre repleto de montanhistas e adeptos de caminhadas. O hostel também vale a pena pelo custo benefício (R$ 45 com café da manhã). Fone (35) 9885-0598 ou www.facebook.com/Hostelyellowhouseitamonte

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dica que vale a viagem



Com a promessa de surpreender os fãs de motocicletas espalhados pelo sul do Brasil, o BMS Motorcycle chega à Usina 5, em Curitiba. Agora com programação anual (o evento era bienal), o BMS, que acontece entre os dias 16 e 18 de agosto, terá uma série de atrações e grandes marcas confirmadas como BMW, Ducati, Harley-Davidson, Honda, Royal Enfield, Triumph, entre outras.
As atrações serão espalhadas em um espaço com aproximadamente 60 mil m², dentro de um complexo industrial revitalizado para eventos multiculturais no centro da cidade. “Nós inovamos e conectamos pessoas na edição do ano passado e pretendemos inovar e conectar apaixonados e fomentadores do setor novamente este ano”, comenta Cezinha Mocelin, diretor e produtor executivo do BMS Motorcycle.
Além da presença de marcas tradicionais, o BMS Motorcycle também terá o espaço Freedom Riders, com foco em customização. Serão mais de 1.000 m² dedicados, com a presença de customizadores como Bendita Macchina, Celio Dobrucki, Dream Machines, Dynamite Crew, Cabeça de Ferro, Garage 212, Garage 440, Garage Metallica, Joe King, Johnnie Wash, King Kustom, Lucky Friends Choppers Garage, entre outros.
Entre as principais atrações, o Wall of Death, ou Muro da Morte, reunirá pilotos andam em alta velocidade, realizando manobras em um ângulo de 90°. Shows de acrobacias e manobras especiais também são aguardados.
Os ingressos e passaportes para os três dias do BMS Motorcycle 2019 já estão disponíveis pela Eventim (www.eventim.com.br/bmsmotorcycle), com valores a partir de R$ 30 (meia-entrada por dia). Passaporte para os três dias sai por R$ 60.
Texto Arhur Caldeira, Agência Infomoto

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Fora do Brasil pela primeira vez

Restaurante na estrada do Uruguai, visual da Califórnia remete aos escritores e movimento Flower Power dos anos 60
— Cambio?
Perguntou o garçom na pequena cidade Chuy, no Uruguai.
Imediatamente respondi:
— Seis marchas, apontando para a minha potente Agrale SXT 27.5 estacionada à frente do pequeno restaurante.
Dou mais um gole na cerveja Norteña, que desce gelada pela garganta seca, com preguiça olho à minha frente. Vejo a avenida movimentada que divide o Brasil e o Uruguai, de um lado da avenida se fala português é o Chui basta atravessá-la para ouvir o espanhol na cidade uruguaia de Chuy. Nessa condição, confundir as palavras é fácil, ainda mais para mim, que fazia minha primeira viagem para fora do Brasil.

Traído pelas palavras

O garçom virou as costas e saiu com cara de poucos amigos, como se eu estivesse fazendo pouco caso de sua pergunta. Eu não entendi muito bem e continuei a bater papo com o meu grande amigo Marco Aurélio — quem também fazia sua primeira viagem para fora do Brasil.
Terminamos nossa cerveja e fomos pagar, mais uma vez o garçom ficou bravo, e ele tinha razão.
Não tínhamos trocado os nossos Cruzeiros, pelo Peso uruguaio, ou seja não havíamos feito o tal "câmbio" que ele havia perguntado na primeira vez.
Claro que ri bastante da situação, atravessamos a rua e fomos "cambiar" nosso dinheiro por moeda local. Pagamos a conta, subimos na moto e seguimos viagem pelo "estrangeiro" aprendendo a cada dia as lições que apenas as viagens proporcionam.
Mais a frente, percorrendo a auto estrada 9 rumo ao litoral, paramos em um dos lugares mais loucos que já conheci. Chamado Parador Del Litoral, tinha por dentro os ares da Califórnia. Parecia que os personagens do escritor Jack Kerouac foram inspirados pelo dono do bar. Barba barba longa, cabelos enormes, fala mansa e tatuagens pelo corpo faziam dele um figura incrível.

Buenas


O calor escaldante, típico do verão uruguaio, nos forçou a tomar mais uma Nortenã e dar risada da situação vivida quando atravessamos a fronteira. Alguns cervejas depois, com nosso portunhol, tipicamente embriagado, explicamos ao dono do bar o motivo de tanta risada.
Ele riu também enquanto trocava o disco vinil da vitrola e aumentava o volume. Ao som de Janes Joplin, ligamos nossas motos e seguimos pela estrada prontos para conhecer o pequeno e simpático país vizinho.
Cicero Lima (à esquerda) e Marco Aurélio, grandes lembranças das viagens nos anos 90 pelo Uruguai

quarta-feira, 22 de maio de 2019

no surf homens e mulheres agora são iguais

ABIEP, a nova entidade que reúne praticantes de esportes com prancha busca modernização crédito: divulgação
Quem se liga em surf e estiver na praia do Futuro, em Fortaleza (CE), poderá curtir o surgimento do Novo Surf. A prova está ligada ao Circuito Brasileiro de Surf Profissional que acontece entre 23 e 26 de maio. O campeonato terá quatro provas que também acontecerão em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em relação aos prêmios não há diferença entre os sexos. O campeonato tem como atração a equiparação dos valores dos prêmios entre homens e mulheres. A premiação de R$ 100 mil será dividida em R$ 50 mil para a categoria Masculino e R$ 50 mil para a categoria Feminino.
Essa e outras mudanças no campeonato brasileiro "buscam superar os problemas de de representação e de gestão da confederação" afirmou Romeu Andreatta, presidente da ABIEP, Associação Brasileira da Indústria e dos Esportes com Prancha.
O evento será produzido pela equipe da revista Almasurf e, segundo comunicado, "é o primeiro passo no sentido de modernizar a entidade, de trazer transparência aos seus processos de gestão e de promover o reencontro da modalidade com seus propósitos mais nobres, representados pela harmonia com a natureza e pela busca de uma vida melhor para todos".
 saiba mais em


domingo, 19 de maio de 2019

Problemas com a polícia em Lima

Os policiais queriam saber o que eu fazia lá com a minha moto. Foto Marcelo Vigneron
Acredito que dividir experiencias negativas e erros que cometemos em nossas viagens pode ser bom. Afinal quem lê os nossos relatos tem a oportunidade de aprender com os erros alheios e até dar boas risadas, sem passar pelos sustos e dissabores que amargamos no exterior.
No meu caso dei uma mancada feia em Lima, capital do Peru. Há cerca de dois anos estava em um grupo de quatro motociclistas em um roteiro por aquele país e, no último dia de viagem, quase tomo um grande prejuízo.
Em uma tarde tranquila e após um longo e delicioso almoço às margens do Pacífico, retornávamos ao hotel. Estava tudo tranquilo numa via rápida em direção ao badalado bairro de Miraflores, na zona costeira da cidade. Nosso guia estava em um táxi e nos o seguíamos quando ouvi uma sirene. Sem mais nem menos, um grupo de policiais a bordo de motos pequenas, fechou a nossa trajetória.
Educados, porém austeros, os policiais exigiram os documentos e questionaram o que fazíamos naquele local. Eu realmente não entendia o que estava acontecendo.

E agora quem poderá me ajudar

Por sorte, o motorista do taxi parou e voltou para conversar com os policiais. Ainda sem entender percebi que ele tomava um enorme sermão dos guardas que o acusavam "usted como profesional no puede por los turistas en peligro".
Acompanhei o sermão que o policial passou no motorista em alguns minutos recebi meus documentos e fomos escoltados até sair da via expressa.
Aí que entendi o que aconteceu: em algumas avenidas de Lima é proibido andar de moto, depois que observei as placas e constatei meu erro. Como estava seguindo o táxi nem prestei atenção a sinalização. Por sorte os guardas foram legais e nos liberaram sem multas, mas poderíamos passar por sérios problemas e prejuízos.
A proibição de motos em determinadas avenidas (ou horários) não é exclusividade de Lima ou São Paulo. Em muitos países as motos também sofrem restrições. No Japão, por exemplo, é proibido transitar com a moto em determinadas vias e horários. O mesmo acontece na Colômbia e até na China.
Sempre que viajarmos ao exterior (ou outras cidades) devemos redobrar nossa atenção às placas de sinalização, pois nem sempre encontraremos um policial legal em nosso caminho.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A incrível Barra do Sucuri


Visual da Barra do Rio Sucuri, imagina a flutuação nesse lugar!!!! (secret. turismo bonito)
O Brasil é um país singular e especial. Basta uma procurada rápida na internet para achar uma atração fantástica e ficar com vontade de conhecer o lugar. Dessa vez a dica da página Trajetos & Destinos é o Rio Sucuri na Serra da Bodoquena, pertinho de Bonito (MS).
Passar um dia na Fazenda São Geraldo parece ser um exercício de relaxamento mental. O pessoal da fazendo propõe um passeio de flutuação com duração de quase uma hora para percorrer quase dois quilômetros rio abaixo. Nesse passeio preguiçoso você deixa se levar pela água enquanto observa diversas espécies de peixes como dourados, cascudos, curimbas e outros.

Bicicleta ou cavalo

A transparência da água é fruto do excesso de cálcio que ajuda a decantar a sujeira permitindo enxergar perfeitamente o fundo do rio e os peixes que nadam tranquilamente. Em meio a isso, a areia e outros sedimentos são agitados pela água que brota no solo, um espetáculo incrível na nascente do Rio Sucuri
crédito: agência viva bonito
Quem gosta de pedalar poderá fazer um passeio com pouco mais de 7 km  para conhecer algumas cachoeiras do Rio Formoso. No trajeto, de aproximadamente duas horas, o viajante terá a chance de observar macacos, quatis, tucanos e outros animais. Outra opção é uma cavalgada de uma hora e meia para observar as montanhas do Parque Nacional da Serra da Bodoquena.
Essa é apenas uma das muitas atrações de Bonito (MS) que oferece dezenas de passeios e atividades. Visitar a Gruta do Lago Azul, Abismo Anhumas,  Lagoa Misteriosa são algumas delas. Por isso, vale a pena se programar para rodar até Bonito.

Distâncias
São Paulo           1.200 km 
Rio de Janeiro    1.600 km 
Belo Horizonte   1.300 km 
Brasília               1.400 km 
Curitiba.             1.100 km 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Equipamentos e acessórios para enfrentar chuva e frio


Com a chegada do outono, as temperaturas pela manhã e ao final da tarde tendem a ser mais baixas. Em caso de chuva, a sensação térmica será de ainda mais frio. Nesta situação, caso os pés e as mãos se molhem, pilotar deixará de ser um prazer e se tornará um incômodo. Veja alguns equipamentos e acessórios que, junto com a capa de chuva, evitam esse problema. Tais acessórios também são indicados para viagens em regiões geladas, como na Cordilheira dos Andes ou em Ushuaia.

Polaina nos pés

Botas são indispensáveis para a proteção dos pés. Porém uma bota totalmente impermeável tem custo bastante elevado. Uma alternativa para quem não dispensa o uso de sua bota preferida é a polaina. Confeccionada em material impermeável evita que os pés fiquem molhados e ainda conserva a bota. Existem vários modelos disponíveis, mas aqueles com reforço na sola e na parte superior do pé esquerdo têm maior durabilidade. Custa a partir de R$ 45.

Proteção nas mãos

Um acessório pouco conhecido dos motociclistas da região Sudeste, porém muito usado no Sul do Brasil, é o protetor de punho. Confeccionado em tecido grosso e impermeável protege as mãos do piloto da água e do frio. Muitos pilotos pensam que eles diminuem a agilidade, porém o acessório requer apenas adaptação. Sua relação custo/benefício é excelente, uma vez que ele pode ser encontrado a partir de R$ 80.

Frio no pescoço & cabeça

Além dos pés e das mãos, manter o pescoço protegido do frio e da chuva garante mais conforto. Para isso existe o protetor confeccionado em neoprene que isola o corpo do vento e da chuva. Alguns também protegem contra linhas com cerol, por usarem fios internos de aço, e custam a partir de R$ 75.

Outro acessório indispensável é a blaclava que protege a cabeça e o rosto do frio extremo. Existem vários tipos de modelos confeccionados com materiais de várias origens.


Segunda pele 

As roupas térmicas, que são bastante usadas por praticantes de esportes radicais como os alpinistas, oferecem boa proteção contra o frio. São confeccionadas em tecidos leves que oferecem melhor dissipação do suor e evitam o odor. O mais legal desse tipo de roupa é a praticidade, são fáceis de lavar e secam rapidamente. A desvantagem é o preço. Uma camiseta, por exemplo, custa a partir de R$ 96, enquanto a calça sai por R$ 164.


Bolsa estanque

Não há nada mais desagradável do que chegar ao destino e perceber que a bagagem está molhada. Para manter suas roupas secas e protegidas da chuva, uma opção é comprar uma mala estanque. Elas são práticas e fáceis de usar, basta acondicionar as roupas, enrolar a parte superior e travar. Podem ser encontradas em vários tamanhos e os preços partem de R$ 250

quinta-feira, 21 de março de 2019

Cinco estradas que valem uma viagem




                                                                                                                                                                 Renato Durães / Divulgação
Para alguns viajantes o caminho é mais importante que o destino. E, se depender de algumas estradas, essa frase faz muito sentido. Escolhemos cinco estradas famosas que merecem estar no roteiro de quem curte rodar de moto entre paisagens espetaculares ou caminhos desafiadores. Elas estão nas regiões Sudeste, Sul e Norte do Brasil e propiciam muita diversão, ou aventura, para o piloto e garupa. Confira nossa lista.

Serra do Rio do Rastro

Ligando as cidades catarinenses de Lauro Müller e Bom Jardim, a SC 438 é considerada a “meca dos motociclistas” brasileiros. Muitos sonham percorrer seus 35 quilômetros repletos de curvas que escalam as íngremes escarpas da serra do Rio do Rastro. Quem chega pelo litoral, ao pé da serra, terá pela frente os enormes e intimidadores paredões verticais. À medida em que aparecem as curvas, algumas verdadeiros cotovelos feitos em primeira marcha, a estrada começa a justificar sua fama e mostrar sua grandeza.
Ao chegar ao Mirante da Serra do Rio do Rastro, que está a 1.460 metros (acima do nível do mar), é possível avistar até a cidade de Tubarão, no litoral catarinense. A melhor hora para ter essa visão é pela manhã quando há menor incidência de nevoeiro. Por falar nisso, o clima na serra sempre é instável e pode passar de um céu azul para fortes tempestades ou neblina em alguns instantes.
A estrada fica a 900 km de São Paulo, por isso vale planejar a viagem confirmando as condições climáticas da região. Chegar na serra e se deparar com chuva forte, pode não ser uma experiência legal – principalmente para os motociclistas novatos.
                                                                                                                                                                                                              Renato Durães / Divulgação


A estrada mais alta do Brasil

Quem gosta de pilotar em estradas desafiadoras entre montanhas tem na BR-485, um destino bem legal e pouco conhecido. A estrada corta a região montanhosa entre os Estados de Minas Gerais e São Paulo. Sem asfaltamento a “estrada” federal é repleta de pedras e exige muito da moto e do piloto, mas as paisagens compensam.
Com 40 km de extensão a estrada corta a parte elevada do Parque Nacional de Itatiaia e chega a 2.460 metros acima do nível do mar, o que faz dela a estrada mais alta do Brasil. No trajeto o piloto vai se deparar com visuais incríveis o Pico das Agulhas Negras e do Maciço das Prateleiras.
Apesar de ser uma estrada federal, é importante estar preparado para eventuais emergências e problemas mecânicos, pois não há serviços (ou sinal de celular) em seu trajeto.
O acesso para a BR 485 é feito pela BR 354 que liga a Resende (RJ) a Caxambu (MG). O trajeto pela BR 354 também oferece bom asfaltamento e curvas interessantes, porém a BR 485 exige motos do tipo trail e habilidade do piloto, principalmente em épocas de chuvas.
                                                                                                                                                                                                                Renato Durães / Divulgação


Rio-Santos

Quem gosta de pilotar ao lado do mar vai curtir bastante a Rio-Santos. A estrada, que oficialmente se chama BR-101, serpenteia as praias do litoral paulista e fluminense. Em nossa opinião, o trecho entre a Ubatuba (SP) e Paraty (RJ) é sensacional.
Em quase 75 km o mar é a grande companhia, com muitas praias para conhecer. Apesar da pista simples, a estrada é bem sinalizada e permite curtir a pilotagem por suas inúmeras curvas. É preciso ter atenção com os pedestres e animais ao passar pelos vilarejos. Nos finais de semana, o fluxo de turistas entrando e saindo das praias, também pede atenção.
Saindo de Paraty é possível subir a estrada cênica Paraty-Cunha que foi calçada e atravessa o Parque Nacional da Serra da Bocaina. Com dez quilômetros de extensão a estrada começa na periferia de Paraty e cruza a Serra do Mar.
Em 2016 a estrada foi entregue aos turistas que devem passar devagar para curtir o visual. Se der sorte, pode acompanhar a travessia de animais silvestres nas plataformas elevadas.
                                                                                                                                                     Francisco Silva / Comunicação Prefeitura Municipal de Ubatuba


Rota romântica

Ligando as cidades gaúchas de São Leopoldo a São Francisco de Paula, a Rota Romântica tem 185 km de extensão e passa por 14 cidades, no trajeto estão diversas estradas como a BR-116 e a RS-235. Em toda sua extensão o viajante tem uma série de atrações que mesclam gastronomia e paisagens.
A estrada serpenteia as serras gaúchas e o visual lembra as paisagens europeias, daí seu nome inspirado na Rota Romântica da Alemanha. Os vastos vinhedos estão presentes no horizonte por conta das vinícolas, herança da colonização presente na região.
As cidades mais famosas do roteiro são Gramado e Canela, distantes apenas 6 km pela RS 235. Repleta de curvas o caminho é um convite para quem gosta de contornar curvas, parar em mirantes e apreciar cachoeiras e muitas outras atrações do Rio Grande do Sul.
                                                                                                                                                                                                            Sabrina Schuster/Divulgação


Interoceânica

Também chamada de Estrada do Pacífico, a Interoceânica liga a fronteira do Brasil com o litoral do Peru. O interessante desse trajeto, que começa em Rio Branco, capital do Acre, é a intensa mudança climática e também os diferentes visuais em um trajeto de quase 2.000 km para chegar até Nazca, já as margens do Oceano Pacífico.
Quem passa pela primeira vez na estrada ficará surpreso com as perfeitas condições do asfalto peruano quando comparado às estradas brasileiras, sobretudo na região Norte.
Apesar das boas condições, as fortes curvas dificultam o ritmo da viagem e as distâncias não devem ser medidas em quilômetros e sim em horas. Trechos de 300 km, por exemplo, podem exigir até 12 horas de viagem, dependendo das condições climáticas e de tráfego.
Apesar disso, ao cruzar a Cordilheira do Andes o motociclista terá uma visão espetacular das montanhas cobertas de neve. O trecho mais elevado da estrada está a 4.725 acima do nível do mar. A paisagem se alterna em profundos desfiladeiros, picos nevados, lagos, florestas e desertos gelados. Animas estranhos para nós como lhamas e vicunhas também valem a viagem.
A rodovia Interoceânica é a prova de que o trajeto é mais legal que o próprio destino, mas não é uma estrada para percorrer com pressa. Visitar cidades como Cusco e conhecer Machu-Picchu, são algumas recompensas para quem encara a Interoceânica.
                                                                                                                                                                                                              Renato Durães / Divulgação

terça-feira, 19 de março de 2019

Dinamite na Serra da Rocinha

Leia o informativo do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) sobre detonação de rochas e trabalhos de concretagem do novo viaduto.

A Serra da Rocinha contará na próxima semana com atividades que exigirão dos usuários atenção e respeito às orientações de segurança. Localizado no km 54, o quarto viaduto em execução nas obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, em Timbé do Sul, será concretado entre os dias 18 e 20/03. Além disso, no dia 21/03 estão programadas detonações de rocha em diversos segmentos da serra. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC), por meio do Consórcio Construtor do Lote 2, alerta que o trânsito ficará totalmente bloqueado das 7h às 18h.

A estrutura do viaduto 4 conta com 14 pilares, 123 metros de comprimento e 9,5 metros de altura, sendo necessários cerca de 200 metros cúbicos de concreto para a realização do serviço. Mesmo com a presença de dispositivos de sinalização, verifica-se diariamente a presença de veículos que não seguem as instruções referentes à interdição da serra. Visando evitar transtornos e a formação de filas, bem como o risco de acidentes, os usuários devem utilizar as rotas alternativas. Vale salientar que a passagem indevida pelo local representa uma falta grave conforme os artigos 195 e 209 do Código de Trânsito Brasileiro. Outras informações podem ser obtidas por meio do telefone 0800 60 21 285.

Rotas alternativas

RS-110, que liga os municípios gaúchos de Bom Jesus e Terra de Areia (na BR-101) pela Rota do Sol;

RS-020 em direção a Cambará do Sul, cujo acesso pela BR-285 fica a cerca de quatro quilômetros da divisa entre RS e SC, devendo o motorista seguir pela Serra do Faxinal (RS-427 e SC-290) até Praia Grande/SC;

BR-116, de Vacaria/RS a Lages/SC, seguindo pela SC-114 e SC-390 até a BR-101 em Içara/SC ou Sombrio/SC.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

BMW entre 1996 e 2008 pode precisar de recall

Famílias F, G, K e R comercializadas no Brasil,entre 1996 e 2008, podem apresentar problemas que vão desde a bomba de combustível ao sensor do sistema de freio ABS

Por Arthur Caldeira - Agência Infomoto
Fotos: Agência Infomoto/Divulgação

A BMW divulgou hoje uma campanha de recall que atinge 405 motocicletas importadas entre 1996 e 2008 e comercializadas no Brasil. A produção em Manaus (AM) em parceria com a Dafra começou em 2009 com a G 650 GS. Em 2016, a BMW inaugurou sua própria linha de montagem no Polo Industrial da capital amazonense. Grande parte dos modelos não é mais fabricado ou comercializado no País atualmente.
BMW R 1200 GS Adventure, modelo 2008, pode precisar ter o módulo do ABS substituído
A BMW afirma que alguns componentes podem apresentar inconformidades técnicas e não se descarta o risco de acidentes e danos físicos e/ou materiais aos ocupantes das motos e a terceiros. Os problemas são variados e vão desde falhas na bomba de combustível a trocas de chicote, passando por falhas no sensor de ABS e problemas no freio traseiro.
Há modelos, como a K 1200 RS com 40 unidades atingidas por problemas nos manetes de freio e embreagem, enquanto outros têm somente uma moto com problema, caso da naked R 1100R com falha no amortecedor dianteiro, que pode ocasionar, segundo comunicado oficial, perda de controle do veículo.
Modelos da família G 650, como a X-County, fabricados entre 2006 e 2008 são atingidos
A BMW Motorrad Brasil aconselha os proprietários das motocicletas envolvidas a entrar em contato com um concessionário autorizado da marca para agendar gratuitamente a verificação e, se necessário, o reparo. Para verificar se a sua unidade está dentro do sequenciamento de chassis ou, para mais informações, acesse o site www.bmw-motorrad.com.br e clique na opção Serviços e Acessórios, Recall e Consulta de Recall. Há ainda a possibilidade de falar com o Serviço de Atendimento ao Cliente BMW, exclusivo para Recall, 0800 019 7097, de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas.
Os reparos desta campanha de recall podem ser agendados imediatamente. O tempo total é de até 2 horas (linhas F e G), e de 3 a 4 horas (linhas K e R).